Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Juventude...
Falar sobre juventude é um perigo. Primeiro porque jovem não gosta de ser criticado, segundo porque falar "deles" é entregar o jogo, é reconhecer que você não faz mais parte do grupo, é reconhecer-se um velho, o que não é facil.
Mas não se preocupem, não falo tão mal e nem sinto-me tão velho, tento fugir das duas condenações principais de quem toca no assunto juventude. E se falo é no sentido construtivo, investigativo e não para baixar a lenha.
O que estará havendo com os nossos jovens? Leia-se nesses nossos principalmente os jovens brasileiros. Sinto na turma uma perda de rumos, uma indefinição na vida, uma perda dos parâmetros a seguir, dos modelos.
Talvez a culpa esteja na minha geração, na geração que gerou e criou esta que hoje são jovens. Não educamos convenientemente? Não servimos de modelos? O que terá faltado?
Sexta-feira, 3 de Novembro de 2006
Loucura?
No post de 12/08 eu escrevi: "Quando a razão transborda o copo do bom senso, manda este que se abandone aquela. Tenho pouca razão, tenho pouco senso, o meu copo é muito grande, ou o que estará havendo?"
Hoje, leio o que escrevi, e ???????????
Isso tem acontecido muito comigo, escrevo e quando leio o que escrevi me desconheço, a impressão é que escrevi sobre a influência de algo, o que escrevi parece ter sido psicografado, parece não ser coisa minha. O único problema é que não tem mais cara limpa do que eu, só bebo água...
Acontece algo parecido com você, ou é uma loucura só minha?
Sábado, 12 de Agosto de 2006
Razão
Quando a razão transborda o copo do bom senso, manda este que se abandone aquela. Tenho pouca razão, tenho pouco senso, o meu copo é muito grande, ou o que estará havendo?
Quarta-feira, 21 de Junho de 2006
Congelei o tempo
Quando eu era pequeno eu costumava brincar de congelar o tempo com a minha turma. Era a brincadeira de transformar os outros em estátua, mas com esse novo rótulo, com essa nova roupagem; você tem que admitir que ficava mais bacana, mais legal dizer "Congelei o tempo" do que "Virastes uma estátua".
E também fazia mais sentido, mesmo na inocência da infantilidade, fazia mais sentido congelar o tempo - alguma coisa com inspiração de Einstein - do que transformar as pessoas em estátuas. Talvez o que mudasse fosse a concepção do fato; para transformar alguém em estátua seria necessário uma magia, para congelar o tempo algum invento maluco.
Passaram-se os anos e não se conseguiu congelar o tempo. O tempo continua passando célere como sempre; para mim, para os meus amigos, para todos. A ciência não evoluiu a esse ponto, ainda estamos dependendo de uma magia para conseguir realizar esse feito - será que algum dia ele será realizado?
Domingo, 28 de Maio de 2006
Ode à vida!

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<div align="justify"><font-family="'comic sans ms',verdana,arial"><font-size="2">Sempre é preciso e é precioso declarar uma ode à vida, dizer que ela é bela, cheia de encantos que a natureza nos proporciona. Perpassar essas mazelas do dia-a-dia, coisas do homem, pecados do homem, que é "o lobo do homem".<br>
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Dizer que mais felizes seríamos se vivessemos em perfeita harmonia, uns com os outros, e com a natureza. Verdade que todos conhecem, que todos sabem e que muitos poucos aplicam na vida prática. <br>
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Como escapar dessas mazelas, dessas loucuras da vida moderna? Um retorno às origens, que estão sempre presentes intocadas na natureza, em que cada pequeno ser, em cada pequeno detalhe. Tudo, a exceção do homem, é perfeito!</font></font></div>
Terça-feira, 16 de Maio de 2006
Rescaldo pós-guerra
"SÃO PAULO - A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou há pouco o balanço dos ataques criminosos que ocorreram no estado desde a última sexta-feira até ontem.
Segundo o boletim, foram 115 mortos, sendo 71 criminosos, 23 policiais militares, seis policiais civis, três guardas municipais metropolitanos, oito agentes penitenciários e quatro civis.
Foram registrados 251 ataques: 80 a ônibus; um a uma garagem de empresa de ônibus; 15 a bancos; e um em estação do metrô. Foram presas 115 pessoas e apreendidas 113 armas.
Nas últimas 24h, de acordo com a secretaria, 24 pessoas foram presas e 33 morreram em confronto com a polícia.
Fonte:Agência Brasil"
É o resultado dessa verdadeira guerra civil que se abateu sobre o Estado de São Paulo. Conseguiu provar várias coisas: a frouxidão da legislação brasileira, que provocou a desmoralização total do aparato estatal de segurança; via de conseqüência, o total despreparo dos órgãos de segurança para fazerem frente a esta realidade; o ponto em que os chamados "defensores do direitos humanos de bandidos e marginais" estão levando o país; a possibilidade da coisa ficar ainda mais grave.
Sábado, 22 de Abril de 2006
A Defesa do Ministro
A defesa do Sr. Ministro da Justiça se dá no campo em que mais conhece, no campo jurídico, campo em que é doutor, onde sempre desempenhou as suas atividades profissionais. Não deixo de dar total crédito as afirmações do Sr. Ministro, ele não precisaria estar passando por tudo isso que está passando, não vejo necessidade disso, a não ser aquelas advindas do orgulho pessoal, do galardão, de completar um currículo já vitorioso.
Sinceramente, a personalidade e o currículo do ministro não combinam com o resto da turma, apesar de ter sido um advogado criminalista, acostumado a lidar com as mazelas do comportamento humano, o ministro é vinho de outra pipa, não faz parte dessa turma, está em meio a um grupo, a uma turma que não é a sua.
Quando Jefferson denunciou essa turma, bradando da tribuna o seu famoso "ratos magros", não atingiu a figura pessoal do ministro. O Doutor Ministro não é nem nunca foi "rato magro". Não se envolveria em casas suspeitas, mensalões, e outros deslizes menores - ou maiores!
Eu não tenho nenhum relacionamento com o ministro, mas, se tivesse, daria o conselho que não me foi pedido: Ministro, saia dessa turma, e saia o quanto antes!
Terça-feira, 11 de Abril de 2006
Diga-me com quem andas...
Estes episódios do nosso Ministro da Justiça, o seu envolvimento com todos do governo que se envolvem em coisas indevidas, não é um bom sinal, não é essa a função de um Ministro de Estado da Justiça, alguém que tem a seu encargo prerrogativas incompatíveis com a de defensor de maracutaias governamentais.
O que se vê nos episódios são dois pesos e duas medidas, o próprio Ministro sabe que a simples indicação de advogado se constitui em advocacia administrativa, e qualquer outro funcionário da administração pública que se envolvesse nisso já estaria respondendo a algum tipo de procedimentos disciplinar.
Todos os que ocupam cargos no governo não podem se esquecer de que lá estão, exercendo o poder em nome do povo, e não para defender interesses escusos de terceiros. Como se pode justificar a constante presença do Ministro da Justiça ao lado dos "envolvidos do governo", como se fosse um conselheiro? Essa função de advogado dos funcionários faltosos do governo não cabe ao sr. Ministro.
Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
Terra sem lei
Nos acostumamos a chamar o nosso vizinho município de Alvorada, situado na Região da Grande Porto Alegre, de Terra Sem Lei. O nome veio do alto número de ilícitos penais, notadamente hocídios, que ocorrem em Alvorada. As razões são sempre as mesmas, uma grande concentração de população de baixa renda, inexistência de empregos - inclusive em Porto Alegre, porque Alvorada funciona como uma cidade dormitório - e falta de policiamento adequado.
Já houve uma espécie de deserção dos órgãos de segurança pública das áreas mais conflituosas, tanto de Porto Alegre como dos municípios vizinhos. O policiamento ostensivo preventivo foi substituído por "modernas técnicas de emprego de efetivo", porque o efetivo é insuficiente, as viaturas são insuficientes, e o combustível também.
O povo não precisa de técnicas, precisa de policiamento. Nada contra as técnicas, mas elas são claramente "a limonada" que os responsáveis pelo policiamento estão fazendo ante a falata de recursos. Ninguém se engane, nas chamadas "técnicas" está presente o componente político, ou seja, os bairros de "gente melhor", também tem policiamento melhor.
Quando isso vai mudar? Não sei, talvez nunca. O estado já entregou os pontos, completamente sufocado com despesas de pessoal e com o endividamento financeiro, sobra muito pouca coisa para atender a população - que paga impostos de primeiro mundo e não recebe serviços nenhum.
Quinta-feira, 30 de Março de 2006
O Nosso Astronauta
Esta brincadeira de astronauta já está atrasada uns 45 anos, desde que Yuri Gagarin fez o seu debut espacial a bordo da Vostok em 1961. De lá para cá assistimos a uma corrida entre Russos - a ex-União Soviética - e Americanos do Norte pela supremacia espacial. A coisa terminou pela falência da URSS e pelos acidentes com o ônibus espacial Columbia dos Americanos.
Hoje viajar no espaço já é quase "buzina de avião", quase banal, depois que até um "milionário americano" comprou nessa mesma Rússia a sua passagem. Não é nenhum segredo que os russos, sem grana para financiarem o seu programa espacial, arrumaram esse jeitinho de conseguir o "tutu", vendendo passagens para os aventureiros interessados (e políticos sul-americanos com mania de grandeza).
O aventureiro do momento é o "nosso astronauta", que embarca na esteira do atraso do programa espacial americano - pelas constantes perdas de pedaços da Colúmbia - onde iria viajar de graça, e na esteira das pretensões políticas de Lula, que paga os 44 milhões de reais para faturar alguns votinhos no "sucesso do programa espacial brasileiro" - que não existe.
E o resto é aguentar depois ele receber boné e bandeira, fazer o quê...